Alan Niven, ex-empresário do Guns N’ Roses durante o que seus advogados chamam de “período mais produtivo” da banda nos anos 1980 e início dos 1990, entrou com um processo contra antigos sócios no Arizona. O motivo: tentativas de impedir o lançamento de seu livro de memórias, Sound N’ Fury: Rock N’ Roll Stories.

De acordo com documentos obtidos pela Variety, a equipe jurídica de Niven alega que o acordo de confidencialidade assinado em 1991 foi violado diversas vezes por Axl Rose, Slash e Duff McKagan, em livros e entrevistas concedidas ao longo dos anos. O ex-empresário afirma ainda que nunca havia sido alvo de ameaças legais ao dar entrevistas sobre seu período à frente da banda.

Mesmo assim, Niven alega que o Guns N’ Roses bloqueou o lançamento de sua obra ao enviar uma carta de “cessar e desistir” no início deste ano. Segundo ele, os membros do grupo fizeram declarações “difamatórias” e, por isso, ele teria o direito de se manifestar publicamente. O ex-empresário afirma também que milhares de exemplares impressos do livro estão parados, gerando custos de armazenamento, e alega que Axl Rose sequer chegou a assinar o acordo de confidencialidade original.

Antes de gerenciar o Guns N’ Roses, Niven trabalhou com a banda Great White, nos anos 1980 e 1990. Em 2023, ele processou a gravadora Universal Music Group, alegando ter cerca de US$ 1 milhão a receber em royalties e taxas — o processo foi arquivado, mas segue em apelação.

Niven também moveu uma ação em 2010 contra o grupo australiano The Brewster Brothers por violação de direitos autorais e royalties de publicação. Na ocasião, a Justiça decidiu a seu favor quanto aos direitos de 11 músicas e determinou a devolução de duas guitarras pertencentes ao empresário.


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