O show de Ye, nome artístico de Kanye West, previsto para o dia 29 de novembro em São Paulo, está ameaçado de cancelamento. De acordo com o portal Metrópoles, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) determinou que o artista seja preso caso faça declarações pró-nazismo durante a apresentação ou inclua no repertório a música Heil Hitler, considerada de teor antissemita.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, também se manifestou sobre o caso. “Ninguém que promova o nazismo vai tocar ou cantar palavras em equipamentos públicos da Prefeitura. Não aceitamos isso e vamos fazer tudo o que for necessário para garantir que quem defende o nazismo não tenha espaço na cidade”, declarou nesta segunda-feira (10).
Os produtores do evento, Guilherme Cavalcante e Jean Fabrício Ramos (conhecido como Fabulous Fabz), também podem ser presos se o rapper fizer qualquer tipo de apologia ao nazismo durante o show.
A apresentação enfrenta dificuldades desde que a Prefeitura cancelou o uso do Autódromo de Interlagos como local do evento, em razão das declarações antissemitas anteriores de Ye. Uma decisão da promotora Ana Beatriz Pereira de Souza Frontini também proibiu o artista de utilizar qualquer símbolo nazista em roupas ou acessórios enquanto estiver no Brasil.
Mesmo com as restrições, Ye e sua equipe seguem em busca de um novo local para o espetáculo, que ainda não foi confirmado oficialmente. O cantor também tem shows agendados para 13 de dezembro na África do Sul e 30 de janeiro no México.
Recentemente, Ye se reuniu com o rabino Yoshiyahu Yosef Pinto e pediu desculpas pelas falas antissemitas feitas no passado. “Me sinto abençoado por poder sentar aqui e assumir responsabilidade”, afirmou. “Eu estava lidando com várias questões, inclusive o transtorno bipolar. Às vezes deixava minhas ideias falarem mais alto que o cuidado com as pessoas ao meu redor. Quero assumir meus erros.”

