Nicki Minaj voltou a se envolver em uma nova controvérsia ao reiterar ataques com termos homofóbicos direcionados ao jornalista independente Don Lemon, ex-âncora da CNN. A cantora fez novas publicações no X (antigo Twitter) na segunda-feira (19), um dia após ter usado linguagem ofensiva contra o comunicador ao comentar uma transmissão ao vivo realizada por ele durante um protesto em St. Paul, no estado de Minnesota.
O ataque ocorreu após Lemon cobrir uma manifestação dentro da Cities Church, onde ativistas interromperam um culto religioso para protestar contra a presença de agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) na região. Em sua postagem inicial, feita no domingo (18), Minaj utilizou termos depreciativos e ofensivos, que geraram forte reação nas redes sociais.
No dia seguinte, a artista afirmou que a publicação foi feita de forma deliberada, com o objetivo de provocar repercussão. Em tom provocativo, Minaj declarou que estava ciente da reação negativa e que novas críticas ainda viriam, reforçando a postura adotada no ataque ao jornalista.
A repercussão do caso também está ligada ao contexto da atuação do ICE em Minnesota. Segundo a revista People, o pastor responsável pela Cities Church também atua como diretor interino do escritório do ICE em St. Paul. A cobertura de Lemon ocorreu em meio a uma série de operações de imigração na região, incluindo a morte de Renee Nicole Good, cidadã americana e mãe de três filhos, baleada por um agente do ICE durante uma ação no início de janeiro.
Don Lemon, que é assumidamente gay e casado com o corretor de imóveis Tim Malone, respondeu às declarações de Nicki Minaj em entrevista ao TMZ. O jornalista afirmou não se surpreender com os ataques e disse que a cantora não compreende os princípios do jornalismo, classificando as declarações como ofensivas e preconceituosas.
A polêmica ocorre semanas depois de Minaj ter sido criticada por participar de um evento promovido por grupos conservadores nos Estados Unidos, ocasião em que elogiou figuras políticas como o ex-presidente Donald Trump e o senador JD Vance. Após o episódio, uma petição online pedindo sua deportação reuniu milhares de assinaturas, apesar de a artista viver no país desde a infância.
Após os ataques, a procuradora-assistente Harmeet Dhillon também criticou Don Lemon, acusando-o de promover um “pseudojornalismo” e sugerindo, sem provas, que ele teria organizado o protesto. Lemon negou a acusação e afirmou que estava no local apenas para documentar os acontecimentos como jornalista.
Em declarações recentes, Don Lemon afirmou que passou a receber ameaças e ofensas após a repercussão do caso, e defendeu que a atenção pública deveria estar voltada para a investigação da morte de Renee Good. O episódio também intensificou a pressão sobre o Departamento de Justiça, que enfrenta críticas pela condução do caso e pela demora em apurar a atuação do agente envolvido.






Deixe uma resposta