O grupo Kamisa 10 lançou a nova edição do projeto “Hoje Tem Folga”, um trabalho que reforça a identidade do grupo goiano e consolida sua posição entre os principais nomes do pagode contemporâneo.

Gravado em Goiânia, cidade onde tudo começou, o álbum chega com uma atmosfera festiva e descontraída, inspirada no clima de Copa do Mundo, traduzindo em música a energia de um encontro entre amigos. Mantendo a essência que marca o projeto, o repertório mistura romantismo, leveza e o swing característico do grupo, dialogando diretamente com o público jovem.

Com números expressivos nas plataformas digitais, somando 2 bilhões de streams nas plataformas digitais, o K10 aposta em um repertório forte e popular para este lançamento.

Ao todo, o projeto reúne 20 faixas, incluindo releituras, medleys e canções inéditas. O grande destaque do álbum é a faixa “Razão e Perdão”, escolhida como foco de trabalho.

Com refrão marcante e abordagem bem-humorada sobre relacionamentos, a música traduz situações do cotidiano de forma leve e direta: “Sabe qual o nome daquele negócio que a mulher sempre/ Razão, oh. razão/ Sabe aquela coisa que elas nunca pedem pra gente ficar bem?/ Perdão. oh, perdão”.

“‘Hoje Tem Folga’ é um projeto muito especial porque tem a nossa essência. A gente quis trazer essa energia de encontro, de leveza, de cantar com os amigos, sabe? É o tipo de som que representa muito o Kamisa 10 hoje. Achamos que por ser um ano de Copa do Mundo combinou muito bem, é um álbum que você deixa rodando enquanto a rapaziada chega no churrasco para assistir o jogo do Brasil e a festa já está pronta”, conta Angelino, vocalista do grupo.

Além do novo repertório, o projeto reafirma a proposta do Kamisa 10 de unir o pagode tradicional a uma sonoridade moderna, conectada com a nova geração.

Com produção audiovisual, turnês e colaborações relevantes no currículo, o grupo segue ampliando seu alcance e fortalecendo sua marca no cenário nacional.

Confira a entrevista exclusiva com o KAMISA 10:

Como nasceu a ideia de “Hoje Tem Folga” e o conceito inspirado no clima de Copa do Mundo?

O “Hoje Tem Folga” nasceu muito dessa vontade de criar um projeto com a cara do K10, leve, pra cima, com esse clima de resenha que a gente sempre viveu desde o começo. E aí, nessa edição, eu quis potencializar isso trazendo a inspiração da Copa do Mundo, que é um momento de união, de alegria coletiva, de todo mundo junto vibrando. O pagode tem muito essa essência também, então foi uma forma de conectar essas duas energias e transformar em música e imagem.

Gravar em Goiânia trouxe algum significado especial para esse momento da carreira de vocês?

Com certeza. Goiânia é onde tudo começou pra gente, é a minha base, minha história. Voltar pra lá nesse momento, com o projeto já consolidado, tem um peso muito grande. É como fechar um ciclo e ao mesmo tempo abrir outro, mostrando de onde eu vim e celebrando tudo que está acontecendo agora junto com as pessoas que sempre acreditaram no K10.

O Kamisa 10 soma números expressivos nas plataformas. Como vocês enxergam esse crescimento?

Eu enxergo com muita gratidão, principalmente. São números que representam pessoas, histórias, identificação. Mas ao mesmo tempo, isso traz uma pressão maior. Eu entendo que precisa continuar evoluindo, entregando projetos cada vez melhores, cada vez maiores, sem perder a verdade. É um crescimento que comemoro, mas com o pé no chão.

Como foi o processo de montar um repertório que mistura releituras, medleys e músicas inéditas?

Foi um processo bem cuidadoso. Pensei em cada detalhe pra construir uma experiência completa. As releituras vêm com esse lado da memória afetiva, músicas que fazem parte da minha trajetória, que cresci ouvindo, e do público também. Os medleys trazem dinâmica, deixam o projeto mais envolvente. E as inéditas mostram o momento atual do K10, o que quero dizer agora. Tudo foi pensado pra conversar entre si.

De que forma vocês buscam manter a essência do pagode, mas com uma sonoridade atual e conectada ao público jovem?

A base sempre vai ser o pagode, isso é inegociável pra gente. Mas ao mesmo tempo, estou atento ao que está acontecendo, às novas sonoridades, ao jeito que o público consome música hoje. O segredo é equilibrar isso sem forçar. Eu adapto, experimento, mas sempre respeitando a identidade do K10. O importante é continuar sendo verdadeiro, porque é isso que conecta de verdade com as pessoas.

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