A morte de Celeste Rivas Hernandez, adolescente de 14 anos, ganhou novos detalhes após a divulgação do laudo da autópsia nesta quarta-feira. A jovem, que teria sido assassinada pelo cantor D4vd, morreu em decorrência de múltiplas facadas.

O artista, cujo nome verdadeiro é David Burke, foi formalmente acusado na segunda-feira por homicídio e abuso sexual de menor relacionados ao caso. Após a apresentação das acusações, o Ministério Público solicitou a liberação do laudo, que até então estava sob sigilo por conta das investigações.

Em comunicado divulgado na terça-feira, os pais da adolescente, Jesus Rivas e Mercedes Martinez, agradeceram às autoridades pelo trabalho no caso e lembraram a filha com carinho. “Celeste era uma menina linda, forte, que amava cantar e dançar. Toda sexta-feira era noite de filme e passávamos momentos maravilhosos juntos”, disseram. “Nós a amamos muito, e ela sempre dizia que nos amava. Sentimos muito a sua falta. Tudo o que queremos é justiça.”

O relatório da autópsia, concluído em dezembro pelo Instituto Médico Legal do Condado de Los Angeles, apontou que a causa da morte foi “múltiplas lesões penetrantes”, classificando o caso como homicídio.

O documento descreve dois ferimentos principais no tronco: um na parte superior do abdômen, que atingiu o fígado, e outro no lado esquerdo do peito. O corpo da jovem foi encontrado dentro de vários sacos, no compartimento frontal de um carro Tesla pertencente a Burke. Ainda segundo o laudo, o corpo já apresentava sinais avançados de decomposição e estava desmembrado.

De acordo com a acusação, Burke teria utilizado um objeto cortante para cometer o crime e também é suspeito de desmembrar o corpo da vítima.

Celeste foi vista com vida pela última vez em 23 de abril de 2025, quando teria ido até a casa do cantor, localizada em Hollywood Hills, segundo o promotor Nathan Hochman.

Na audiência realizada na segunda-feira, a defesa do artista declarou inocência em nome do cliente. Ele segue preso, sem direito a fiança, e pode enfrentar prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional ou até pena de morte, caso seja condenado.

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