Madonna voltou a se posicionar sobre um dos temas mais debatidos da indústria criativa: a inteligência artificial. Em entrevista à edição italiana da Vogue, a cantora afirmou que o uso de IA e de algoritmos na produção artística vai na contramão do que considera ser a essência da arte.

Para a artista, criar envolve assumir riscos, experimentar e buscar novas formas de expressão. Segundo ela, a lógica dos algoritmos prioriza previsibilidade e desempenho, características que, em sua visão, enfraquecem o processo criativo. “Algoritmos e inteligência artificial são o oposto de correr riscos e, para mim, isso é o oposto de fazer arte”, declarou.

Madonna também fez críticas ao atual cenário da indústria musical. A cantora lamentou que o sucesso de um artista seja frequentemente medido pelo número de seguidores e pelas métricas de streaming, em vez do talento ou da originalidade. Ela relembrou o início da carreira, quando, segundo sua percepção, havia uma convivência mais próxima entre músicos, pintores, dançarinos e outros criadores, favorecendo a troca de ideias e a colaboração artística.

A artista afirmou ainda que, em determinado momento da carreira, decidiu deixar de colocar as paradas e os números como prioridade. Para ela, essa mudança permitiu desenvolver projetos com mais liberdade criativa e menos preocupação com resultados comerciais imediatos.

As declarações acontecem na reta final da divulgação de “Confessions II”, novo álbum de Madonna, previsto para ser lançado em 3 de julho. O projeto marca seu retorno com músicas inéditas e chega como uma continuação espiritual de Confessions on a Dance Floor (2005), um dos trabalhos mais celebrados de sua carreira.

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