Em pouco mais de dois anos de carreira, Monik vem consolidando seu espaço na música pop brasileira com uma combinação de visual marcante, letras bem-humoradas e uma identidade artística que valoriza autenticidade e autoestima. A cantora e compositora ganhou projeção nas redes sociais com “Diva do Interior”, transformou o projeto Fubanga Pop em um marco da sua trajetória e agora se prepara para um novo desafio: o lançamento de seu primeiro álbum.
O crescimento da artista aconteceu de forma orgânica, mas, segundo ela, o sucesso da faixa “Diva do Interior” demorou para ser assimilado. Hoje, a música soma centenas de milhares de reproduções nas plataformas de streaming e virou tendência nas redes sociais, sendo utilizada por milhares de usuários e compartilhada por nomes como Marina Sena, Ana Castela e Adriane Galisteu.
“Hoje eu vejo que, na época, eu não estava tendo dimensão das coisas. Como foi a segunda música que eu lancei na vida, achei que aquele engajamento era algo normal. Confesso que só fui perceber que a minha música era um hit meses depois do lançamento”, relembra.
Depois do primeiro single, “Intocável”, e do sucesso de “Diva do Interior”, Monik lançou faixas como “Prazer, Sua Popstar” e “Quero Dançar”, até reunir esse início de carreira no EP Fubanga Pop. O projeto ultrapassou a marca de um milhão de reproduções no YouTube e se aproxima de um milhão de streams no Spotify, além de ganhar uma versão remixada, Fubanga Party, lançada em 2026 com participações especiais de artistas como Camaleoa, Ghast Chloe, Lucas Kid, Devil In a Skirt e Maduff.
Para a cantora, Fubanga Pop representa muito mais do que uma coletânea de músicas.
“É meu primeiro projeto. Reúne todos os primeiros lançamentos musicais da minha carreira e retrata uma menina otimista que está correndo atrás dos seus sonhos. Ele fala sobre dizer não para as coisas que não fazem mais sentido e buscar a si mesma”, explica.
Outro aspecto que se tornou uma marca registrada de Monik é sua estética visual, inspirada em referências como Y2K, maximalismo e moda pop. Estudante de Moda, ela conta que sempre enxergou a imagem como uma ferramenta importante para fortalecer sua identidade artística.
“Como estou me formando na faculdade de Moda, sei do poder que isso tem para tornar um artista memorável. No início eu só usava roupas que eu gostava, mas depois fui incorporando peças que chamassem mais atenção, sempre respeitando meus limites e procurando me sentir bonita. Eu sabia que não adiantaria forçar um estilo que não é meu.”
A proximidade com o público também faz parte dessa construção. Nas redes sociais, Monik reúne mais de 300 mil seguidores e acumula milhões de visualizações e curtidas. Para ela, essa relação vai além da admiração.
“Eu sei que posso contar com eles para tudo. Sinto que realmente sou ouvida. Eles me defendem de comentários maldosos, comemoram minhas conquistas comigo e acabam virando amigos.”
Em abril deste ano, a artista lançou Fubanga Party, projeto que trouxe os primeiros feats de sua carreira e permitiu que outros artistas reinterpretassem suas músicas em diferentes estilos.
“Foi um processo muito tranquilo porque deixei os artistas fazerem o que quisessem com as minhas músicas. Era o momento deles mostrarem a visão artística deles. Foi muito interessante acompanhar esse processo.”
Agora, Monik concentra seus esforços na produção do primeiro álbum de estúdio. Além de explorar novas influências sonoras, ela também pretende assumir parte da produção musical do projeto.
“Estou me preparando para lançar meu primeiro álbum e estou aprendendo a produzir meus próprios beats. Já tem faixas com produções minhas. Também quero abrasileirar ainda mais o meu pop, misturando funk e piseiro, que são gêneros que consumo muito. Claro que também vai ter hyperpop, muito EDM e rock, que são as minhas paixões. Estou muito animada para ver a reação da galera ao que tenho para mostrar.”
Com uma carreira construída a partir da internet, uma identidade visual forte e uma comunidade de fãs cada vez mais engajada, Monik entra em uma nova fase apostando em um pop ainda mais brasileiro, sem abrir mão da personalidade que a transformou em um dos nomes em ascensão da cena independente.






Deixe uma resposta