Kelly Clarkson entrou na discussão sobre o uso de inteligência artificial na música e deixou claro que não é contra a tecnologia. Durante uma participação no podcast Las Culturistas, apresentado por Bowen Yang e Matt Rogers, a cantora contou que é bastante interessada nas possibilidades criativas oferecidas pela IA.

Segundo Clarkson, a tecnologia pode abrir espaço para novas formas de criação e permitir que pessoas produzam coisas que antes não conseguiriam fazer. Ela também afirmou que gosta de experimentar ferramentas de inteligência artificial e vê potencial artístico nesse avanço.

A ressalva aparece quando o assunto é a competição entre músicas feitas por humanos e produções geradas por IA. Para a cantora, os chamados “artistas de IA” não deveriam disputar diretamente os mesmos rankings que músicos humanos.

Clarkson sugeriu, inclusive, a criação de paradas musicais separadas para produções geradas por inteligência artificial. Na visão apresentada durante o programa, a medida permitiria que a tecnologia continuasse sendo explorada artisticamente, mas sem colocar criações de naturezas diferentes na mesma disputa.

A cantora comparou a situação a uma competição esportiva entre humanos e robôs, questionando se faria sentido colocar os dois grupos para disputar exatamente a mesma categoria.

Apesar da crítica ao modelo de competição, Clarkson reforçou que enxerga a inteligência artificial como uma ferramenta que veio para ficar e que pode proporcionar experiências criativas interessantes para a indústria musical.

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